É hoje, é hoje.
No dia 25 de maio, exatamente às 23h 15 min, mamãe me viu pela primeira vez. Ela deve ter estranhado aquela criança tão pequenina. Mas com certeza, não imaginou o trabalho que eu daria para ela. Eu já comecei a dar trabalho horas antes de nascer. A maternidade que ela me teria, perto de casa, estava com infecção hospitalar no berçario. Ela ligou para o médico e ele orientou-a a ir até a maternidade do Brás. Nós morávamos na Zona Oeste e a maternidade é na Leste.
Meus tios foram levá-la até lá. Mas passaram por cima da ponte e nada de chegar a maternidade. Passaram de novo, eles viam a maternidade lá de cima, ela ficava bem debaixo da ponte. E não conseguiam chegar. Até que conseguiram. E eu nasci literalmente debaixo da ponte. Meu padrinho sempre me disse que eu tinha sido achada em um lixo debaixo da ponte. Pois é sou uma filha da ponte. hahahahaha. E como eles não sabiam meu sexo, escutaram o meu choro e acharam que finalmente tinha chegado um menininho na família. Mas para a "tristeza" do papai veio mais uma rachada. Agora, éramos quatro filhinhas. As irmãs Anas.
Depois de alguns dias, papai bigodudo foi buscar a mamãe e eu. De carro novo. Um corcel II, azul calcinha. Pois é tinha que ser rosa, mas... E o mesmo corcel me levou muito a escola, ao shopping, ao cinema, as danceterias e a vários outros lugares. Até que eu completei 15 anos e papai, influenciado por mim, resolveu aposentar o pangaré e comprou um uninho. Que me levou para Bauru e me buscou também. E agora quando eu for embora de novo, vai ser outro carro. E logo será o meu. E 23 anos se passaram, mas apenas 3 carros. Pois é. 23 anos. E eu ainda não tenho metade do que sonhei. Mas estou feliz com o que já conquistei. E até eu fazer 24, vou conquistar muito, mais muito mais.
E hoje é meu dia, afinal.
No dia 25 de maio, exatamente às 23h 15 min, mamãe me viu pela primeira vez. Ela deve ter estranhado aquela criança tão pequenina. Mas com certeza, não imaginou o trabalho que eu daria para ela. Eu já comecei a dar trabalho horas antes de nascer. A maternidade que ela me teria, perto de casa, estava com infecção hospitalar no berçario. Ela ligou para o médico e ele orientou-a a ir até a maternidade do Brás. Nós morávamos na Zona Oeste e a maternidade é na Leste.
Meus tios foram levá-la até lá. Mas passaram por cima da ponte e nada de chegar a maternidade. Passaram de novo, eles viam a maternidade lá de cima, ela ficava bem debaixo da ponte. E não conseguiam chegar. Até que conseguiram. E eu nasci literalmente debaixo da ponte. Meu padrinho sempre me disse que eu tinha sido achada em um lixo debaixo da ponte. Pois é sou uma filha da ponte. hahahahaha. E como eles não sabiam meu sexo, escutaram o meu choro e acharam que finalmente tinha chegado um menininho na família. Mas para a "tristeza" do papai veio mais uma rachada. Agora, éramos quatro filhinhas. As irmãs Anas.
Depois de alguns dias, papai bigodudo foi buscar a mamãe e eu. De carro novo. Um corcel II, azul calcinha. Pois é tinha que ser rosa, mas... E o mesmo corcel me levou muito a escola, ao shopping, ao cinema, as danceterias e a vários outros lugares. Até que eu completei 15 anos e papai, influenciado por mim, resolveu aposentar o pangaré e comprou um uninho. Que me levou para Bauru e me buscou também. E agora quando eu for embora de novo, vai ser outro carro. E logo será o meu. E 23 anos se passaram, mas apenas 3 carros. Pois é. 23 anos. E eu ainda não tenho metade do que sonhei. Mas estou feliz com o que já conquistei. E até eu fazer 24, vou conquistar muito, mais muito mais.
E hoje é meu dia, afinal.
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